Caderno - IX

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Sábado, Novembro 07, 2009


Um namoro.

Eu e elas. Uma vê cada coisa a outra me relata tudo. Estou com elas e elas comigo, me traduzem enquanto as descodifico, língua própria. Formando nossa linguagem a partir de cores e formas, particulares nuances, faixas de discos e o imprevisto que é esta unidade. Visão e discurso. De certa forma a moça que explica diz tudo, em cores frias pode esquentar uma briga e em quentes decretar a paz, em mornas temperaturas ela consegue compreender toda uma conjuntura, coalizões, facções e até mesmo antecipar supostas revoluções. Sabe principalmente sobre as minhas multidões, eu e eu mesma entre íntimas conclusões. Entre ir e vir prefiro boa companhia.

Prefiro as nuvens mas, quando os raios de sol acontecem prefiro que eles venham acompanhados de arco-iris, castanhos olhos e notas suaves. O acaso do tempo. A imprevisibilidade do clima. O meu humor, o mau humor, o bom. O contexto. Sem pretexto. O silêncio. Algum sono e preguiça. O arco-iris e as nuvens. E parece que tudo esta sempre por acontecer. A chuva cai, o sol se faz de manhã e por nascer na próxima.



Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Muito asfalto e árvores contorcidas.


Stuart Murdoch

Stuart tem métrica, distribui as palavras melodicamente espalhando sua brisa escocesa em uma elegância ímpar, Belle & Sebastian durante muito tempo serviu de trilha sonora para minhas viagens estáticas ou dinâmicas, confesso que preferia o tempo em que Isobel Campbell fazia parte destas viagens uma espécie de sintonia tríptica além das distâncias, outro motivo para admirar Stuart Murdoch, não é todo mundo que toma café da manhã com sereias o fato é que ele comunga com elas, quem sabe um sereio. Talvez seja exatamente isso, um sereio céltico. E quem disse que lésbicas não admiram homens? Todavia exista um abismo abissal entre homens e sereios, assim como entre mulheres e musas, sereias e testas bem dotadas. Contudo o que eu queria sublinhar é que este rapaz continua me convencendo. E justifico minhas afirmativas com este vídeo balada bellesebastiano:


Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Analógica sobre janelas.




















Belmonte-BA 2009

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

Inviáveis a cerca das Olimpíadas Rio 2016

- Qual é a vantagem mesmo em sediar uma olimpíada?
- Não sei estava pensando sobre isso e cheguei a conclusão que são as obras porque, já não tem como fazer outra Brasília, outra hidrelétrica, Transamazônica então já virou ruínas, só faltava uma olimpíada na Latino América.
- E só podia ser no Rio mesmo, corrupção sem reservas, o que vai ter de super faturamento, melhor que uma Brasília.
- Se tivesse Nobel para pilantragem, brasileiro já tinha fisgado um.
- Lembra daquele cidadão de Chicago sendo entrevistado na tv, Chicago limpa, sem guerra civil e o sujeito dizendo que não queria que a sua cidade sediasse os jogos pela corrupção e gastos desnecessários, população claramente em desacordo.
- O contrário da nossa que pelo visto vai comemorar até 2016.
- Até parece que precisa de motivo para comemorações.
- Tem também a elevação da auto-estima do povo, a primeira olimpíada do Brasil.
- O Mula chorando, Sérgio Cabral se debulhando, levaram até o Paulo Coelho..
- Paulo Coelho é macumbeiro?
-Mago brasileiro.
- E quando sai uma medalha de ouro pro Brasil, um mês de divulgação nos noticiários, o autor desta obra hercúlea vira automaticamente herói e o Brasil consegue lá longe uma colocação entre os 50 primeiros.
- Isso só depois dos USA, da China, Rússia .... ganharem as mais importantes.
- Palhaçada mesmo foi o nadador, como é mesmo o nome dele?
-Ciêlo alguma coisa.
- Esse mesmo, ganhou uma medalha de ouro na natação e ninguém notou a ausência do Phelps.
- Eu notei, quando ele estava na piscina sempre ficava uma volta ou mais de distância dos outros.
- Para um país que não se interessa em investir nos atletas, está muito interessado em olimpíadas.
- Mais uma Piada. OlímPiada.
- Só espero que a Inglaterra pare de mandar conteiners de lixo para o Brasil.
- Claro, temos que manter o país limpo.


Segunda-feira, Outubro 05, 2009

Alela Diane-To Be Still (2009)



To be still é o segundo álbum desta moça de Nevada, depois de um primeiro trabalho bem feito com músicas como o hino Pirate´s gospel ela supera neste segundo projeto pelo todo, pelas melodias melancólicas de horizontes sem fim, estradas confortáveis para quem sabe que o melhor da viagem é estar a caminho. Trovadora folk compõe suas letras e harmonias segura com uma voz que é seu selo de singularidade. Traduz o folk de maneira atemporal como os clássicos devem ser. Simples e precioso.





1. Dry Grass & Shadows 3:11
2. White As Diamonds 3:36
3. Age Old Blue 3:59
4. To Be Still 5:26
5. Take Us Back 4:43
6. The Alder Trees 3:27
7. My Brambles 4:58
8. The Ocean 3:42
9. Every Path 4:12
10. Tatted Lace 4:47
11. Lady Divine 5:12


Domingo, Outubro 04, 2009

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Remedios Varo Uranga


Será necessário situar em cronogramas e espaços esta que tocava através da sutileza pictórica o plano da imatéria, nasceu em 16 de
Dezembro de 1908 em Anglés Cataluña foi iniciada nas ciências exatas pelo seu pai e em desenho pela sua mãe, após o período de estudos se mudou para a França fugindo da guerra civil espanhola, chegando lá outra iniciação iria ocorrer a do surrealismo do qual participou ativamente junto com André Breton, Marx Ernest, Joan Miró e toda sorte surreal que amealhou em sua algibeira. Com a invasão alemã na França outra mudança geográfica desta vez para o México, onde viveu até a sua morte em 1963. Imagens oníricas permeiam sua obra em ambientes enclausurados, máquinas de criação e recriação se correlacionam com mitos da origem do mundo.
Claramente iniciada nas artes Herméticas ela traz e toma para si o sutil encontro dos sonhos com uma realidade criada no espaço ad infinitum da imaginação. Sua obra oferece material suficiente para uma longa jornada através de símbolos em um lugar onde o tempo não existe, contudo uma longa estória é contada, temas recorrentes expõem pistas, sinais a serem decodificados percorrendo suas teias, seus núcleos temáticos e personagens. E foi por uma via de busca que sua obra me surgiu. Uma indagação sobre artistas no feminino. Na primeira imagem
que foi ofertada eu li sobre um balaio mitológico-hermético-psicanálitico, temas que persigo ou que me perseguem, enfim. Na obra "criação de aves" ela apresenta um ser antropomórfico alado, uma mulher coruja, que cria a partir de constelações a vida, ao seu lado ânforas numa incessante produção, cores que remetem a sonhos tão antigos quanto o tempo. E foi a partir desta porta que eu entrei nos mundos de Remedios Varo Uranga, e agora eu passeio por eles.







Link de 293 obras contando esboços -http://pintura.aut.org/SearchAutor?Autnum=14.914

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